O Incenso é uma das piores espécies invasoras a média e baixa altitude. A média e baixa altitude são também as zonas onde a floresta natural está em pior situação e em manchas menores. Assim sendo estão a ser feitos esforços para recuperar algumas destas áreas em risco de desaparecerem dada a progressão do Incenso. Esta espécie tem uma excelente capacidade de crescimento e de germinação pelo que aumenta de número rapidamente. Para piorar a situação, a sua copa é muito ampla e densa causando grande ensombramento.
Apesar do tempo um pouco instável durante o mês de Agosto, tem sido possível continuar o trabalho de controlo de Incenso na área seleccionada. Este tipo de trabalho, que implica o uso de motosserras, exige grandes cuidados para evitar causar danos nas inúmeras árvores e arbustos nativos que podemos encontrar no meio do Incenso. Para poder ser feito o controlo do Incenso foi necessário anteriormente "limpar" a conteira que dominava o subcoberto desta área.
Apesar da boa capacidade de recuperação da floresta natural, em alguns locais onde a densidade de invasoras era maior, serão plantadas no próximo outono/inverno várias das plantas que estão a ser produzidas no viveiro da Povoação. Isto irá permitir reforçar as populações das espécies nativas e igualmente ocupar mais rapidamento o espaço para evitar a sua re-invasão.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Viveiros das Furnas, no âmbito do Projecto Life Laurissilva
Para além do viveiro que está a Vila da Povoação, o projecto LIFE Laurissilva Sustentável tem ainda mais 6 canteiros nas Furnas, em terrenos da SPRAçores. Estes foram semeados em Fevereiro com sementes de Folhado, Cedro-do-mato e Azevinho.
Como os viveiros da Povoação estavam completamente cheios de sementes (38 canteiros) pediu-se a colaboração da SPRA para possibilitar utilizar algum terreno para mais canteiros...
Após 4 meses as sementes começam a dar origem a plantas, como é o caso da germinação de cedros-do-mato, demonstrando uma boa viabilidade. Nesta última contagem verificaram-se 75 cedros do mato, esperando-se muitos mais.
Viveiro de Plantas dos Açores produz as primeiras...
... Aves!
Pois o casal de Alvéolas que escolheu a estufa do Life Laurissilva já tem a companhia de dois juvenis. A família ainda pode ser vista com frequência na área do viveiro na Povoação. Sempre dão uma ajuda no controlo de insectos.
Quanto aos Piscos, o ninho foi encontrado vazio numa altura em que as crias já estavam grandes pelo que não se conseguiu saber quantas crias terão sobrevivido...
Vamos a ver se mais algum ninho vai aparecer neste espaço do projecto.
Algumas fotos das Alvéolas.
Pois o casal de Alvéolas que escolheu a estufa do Life Laurissilva já tem a companhia de dois juvenis. A família ainda pode ser vista com frequência na área do viveiro na Povoação. Sempre dão uma ajuda no controlo de insectos.
Quanto aos Piscos, o ninho foi encontrado vazio numa altura em que as crias já estavam grandes pelo que não se conseguiu saber quantas crias terão sobrevivido...
Vamos a ver se mais algum ninho vai aparecer neste espaço do projecto.
Algumas fotos das Alvéolas.
(um dos juvenis)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Viveiros do projecto Laurissilva Sustentavel inaugurados
Os viveiros do LIFE+ Laurissilva para produção de plantas dos Açores, situados junto à vila da Povoação, foram ontem oficialmente inaugurados. Um ano depois do início dos trabalhos para a sua instalação o viveiro está agora plenamente funcional. A abertura oficial contou com a presença dos vários parceiros e colaboradores do projecto, tendo sido feita uma completa explicação de todas as fases de produção de plantas nestas instalações.O viveiro instalado em terrenos cedidos pela Câmara Municipal da Povoação, irá produzir plantas para as acções de recuperação de floresta nativa na Serra da Tronqueira, esperando-se que já a partir deste ano seja possível plantas alguns milhares de plantas contribuindo para a recuperação da muito ameaçada Laurissilva dos Açores e também do Priolo, que nela encontra o seu principal habitat.
domingo, 6 de junho de 2010
Novos vizinhos no Viveiro do Projecto...
As plantas que já se encontram no viveiro do projecto Life Laurissilva Sustentável têm agora novos vizinhos...
Finalmente a Primavera parece ter chegado e as aves rapidamente iniciaram os seus comportamentos de reprodução. Assim sendo na área do viveiro da Povoação foram identificadas duas novas famílias: um casal de pisco-de-peito-ruivo ou papinho e um casal de alvéola-cinzenta ou lavandeira, com os seus respectivos pequenotes.
Vamos agora esperar que tudo corra bem e que em breve existam mais uns bicos a alimentar-se dos insectos que por ali andam...
Finalmente a Primavera parece ter chegado e as aves rapidamente iniciaram os seus comportamentos de reprodução. Assim sendo na área do viveiro da Povoação foram identificadas duas novas famílias: um casal de pisco-de-peito-ruivo ou papinho e um casal de alvéola-cinzenta ou lavandeira, com os seus respectivos pequenotes.
Vamos agora esperar que tudo corra bem e que em breve existam mais uns bicos a alimentar-se dos insectos que por ali andam...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Alunos da Escola de Nordeste “À Descoberta da Laurissilva”
O Projecto LIFE+ Laurissilva Sustentável, no âmbito da Acção D5, em colaboração com o Centro Ambiental do Priolo, está a desenvolver nos meses de Abril e Maio uma actividade de Educação Ambiental que se intitula “À Descoberta da Laurissilva” com os alunos dos 5º e 8ºanos da Escola EBS do Nordeste. Os 6º anos da Escola estão também a realizar um “Herbario Fotografico” das plantas endémicas dos Açores.
“À Descoberta da Laurissilva” tem como principal objectivo sensibilizar a população estudantil para a existência da floresta nativa dos Açores, em muitos casos desconhecida, e para os problemas que a ameaçam.
Partindo do principio que a população em geral desconhece as plantas que compõem esta magnifica floresta é nosso intuito, de uma forma lúdica e pedagógica, que os estudantes passem a considerar estas plantas como parte do seu património natural e que deste modo sejam sensibilizados para a necessidade da sua conservação.
“À Descoberta da Laurissilva” é uma actividade que começa com uma breve introdução sobre a Floresta Laurissilva enquanto é distribuído aos alunos um pequeno caderno de campo ou “jogo” que contém um conjunto de fotografias de plantas endémicas e invasoras acompanhadas de uma série de pistas acerca das mesmas. Este “jogo” tem como objectivo a identificação das plantas no campo, por parte dos estudantes, recorrendo ao apoio de monitores de modo a fornecerem o nome comum das plantas a preencher no caderno, e outras curiosidades.
A saída de campo realiza paragens em quatro locais distintos:
1 Miradouro do Pelado (Fazenda /Nordeste), local onde se pode observar as espécies endémicas que se encontram nas zonas costeiras como a Urze, a Faia da Terra, o Pau Branco e o Bracel, bem como as principais ameaças, nomeadamente a Cana, uma planta invasora.2 Miradouro da Tronqueira, onde se encontra uma das áreas de Floresta Laurissilva em melhor estado de conservação, e onde se pode observar o problema das plantas invasoras, como o incenso e a acácia, que conseguem ocupar toda uma área desde a ribeira do Guilherme até à encosta .
3 Jardim das Endémicas do Parque Florestal Cancela do Cinzeiro, um local onde se pode caminhar por um pequeno trilho pedestre permitindo a observação de plantas endémicas ou nativas de muito perto, e onde são ocasionalmente observados Priolos, ave endémica de São Miguel.
4 Centro Ambiental do Priolo, um espaço criado para a divulgação de informação e educação ambiental onde se realiza a sessão de conclusão da actividade e visionamento de um jogo interactivo sobre a Floresta Laurissilva, criado pela Escola Profissional da Praia da Vitoria.

Os resultados obtidos com esta actividade de sensibilização têm sido bastante positivos pelo impacto que se consegue junto da comunidade estudantil, que ao estar em contacto directo com a natureza e desfrutando da beleza paisagística e floristica oferecida pela Floresta Laurissilva, passam a observar estas plantas como algo único que lhes pertence e que não querem que perder.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Apareceram os primeiros Cedros-do-mato!!
Para o aumento de produção de plantas nativas dos Açores , o projecto Laurissilva Sustentável tem um viveiro situado na Vila da Povoação, para fins de recuperação da floresta Laurissilva, e para aumentar o alimento disponível para o Priolo (ave endémica e exclusiva da ilha de São Miguel).
O viveiro contêm no total 38 canteiros com cerca de 6 metros de comprimento e de largura 50 centímetros; Viburnum subcordatum (Folhado), Prunus azorica (Ginja-do-mato), Ilex azorica (Azevinho), Juniperus brevifolia (Cedro-do-mato), Piconia azorica (Pau-branco), Laurus azorica (Louro), Erica azorica (Urze), Myrica Faia (Faia), são exemplos de plantas que foram semeadas. Cerca de 50000 possíveis plantas cresceram mas a que mais se destacou nas últimas semanas foi Juniperus brevifolia.
As sementes do Cedro-do-mato normalmente demoram 10 – 12 meses para germinarem, mas pelas mais recentes observações realizadas no Viveiro da Povoação, demoraram apenas 5 meses, demonstrando uma surpreendente germinação reprodutiva. Agora é esperar que fiquem maiores para serem plantados na serra em áreas onde foram eliminadas as plantas invasoras...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Acção C1 – Produção de Plantas Endémicas em Estufa
O Projecto LIFE+ Laurissilva Sustentável inclui uma grande componente de recuperação de habitats naturais. Para isso é necessário eliminar grandes quantidades de plantas exóticas invasoras como a conteira e o incenso. Em alguns locais a quantidade de invasoras é tão elevada que é necessário replantar o espaço livre rapidamente para evitar a re-invasão de exóticas. Para isso este projecto está a instalar um viveiro dedicado exclusivamente à produção de plantas nativas dos Açores.
O viveiro tem também uma estufa para apoio na produção de plantas e está localizado na Vila da Povoação, em terrenos cedidos para o efeito pela Câmara Municipal. Neste viveiro tem-se realizado uma monitorização permanente (verificando germinações, crescimentos, taxas de mortalidade, etc...). Neste momento verifica-se que o número de plantas está a aumentar, sendo 14260 o total existente, cada vez mais próximo da meta do projecto de 25.000 plantas anuais.
Dentro da estufa existem várias espécies nativas e endémicas como é o caso das Ginjas, Urzes, Faias, Pau Branco, Patalugo e Uva da serra, que são as principais plantas neste momento produzidas. Para que tal seja possível, também a Universidade dos Açores tem colaborado com a cedência de plantas germinadas diversos estudos em laboratório.
Como a monitorização é feita mensalmente é possível ir acompanhando o crescimento de plantas. Nos últimos dois meses, verificou-se um crescimento moderado das Faias (Myrica faia) e do Pau-Branco (Píconia azorica), mas a planta que se mais destacou foi a Ginja-do-mato (Prunus azorica). Na monitorização realizada em Março o crescimento das Ginjas-do-mato era de 3,16 centímetros, passado um mês, obteve-se resultados de 6,19 centímetros, mais de 3cm num mês!
Também as Faias estão a germinar a bom ritmo, sendo que em Dezembro de 2009 existiam pouco mais de 100 plantas e no mês de Abril verificamos 7705 Faias em caixa comprovando os bons resultados. As Urzes (Erica azorica) também já germinam tendo sido repicados 143 exemplares em cuvetes.
Neste momento, já foram plantadas na serra 245 Patalalugos (Serralhas), mas muitas plantas serão colocadas no futuro pela serra da Tronqueira, sendo que o objectivo principal será sempre aumentar e melhorar a floresta Laurissilva na Ilha de São Miguel.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Conservação do Priolo em destaque em Vila Franca do Campo
As VI Jornadas pela Conservação do Priolo decorreram ontem em Vila Franca do Campo, organizadas pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) em colaboração com a Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo. A edição deste ano destas Jornadas permitiu dar a conhecer os mais recentes avanços na conservação do Priolo e do seu Habitat.
As Jornadas pela conservação do Priolo realizam-se anualmente como parte das acções de sensibilização dos projectos de conservação desta espécie e do seu habitat. Este ano o evento contou na sua abertura com a presença do Director Regional do Ambiente, Dr Frederico Cardigos, e da Directora Regional dos Recursos Florestais, Eng Anabela Isidoro.
Destinadas a toda a população, o publico desta edição foi composto na sua maioria por dezenas de alunos de escolas de São Miguel.
O evento que contou com a apresentação de trabalhos realizados por diversas entidades foi uma boa mostra do trabalho realizado, não só em São Miguel mas em toda a Região, na recuperação e conservação do rico património natural açoriano.
Sendo as Jornadas pela Conservação do Priolo, a recuperação desta espécie foi um dos destaques do evento. O facto da população, actualmente estimada entre 500 a 800 casais, estar a aumentar nos últimos anos e a melhoria verificada no seu habitat, poderá brevemente levar mesmo a uma alteração do estatuto de protecção do Priolo para um menor nível de ameaça. Algo que para o Director Regional de Ambiente “é uma excelente notícia em ano internacional da biodiversidade, e um motivo de orgulho para os Açores”.
A recuperação verificada nos últimos anos na situação desta ave está intimamente ligada à recuperação do seu habitat, a floresta natural de altitude (a Laurissilva). Esta floresta foi alvo de uma acentuada redução e degradação desde o povoamento das ilhas açorianas, o que terá sido o principal factor que quase levou à extinção do Priolo. Uma das principais soluções para a recuperação deste habitat passa pela produção de plantas em viveiro para acções de replantação e reforço das populações naturais. Foram apresentadas nestas Jornadas alguns dos resultados obtidos pela Direcção Regional de Recursos Florestais e também no âmbito do projecto LIFE+ Laurissilva Sustentável. A Directora Regional de Recursos Florestais reforçou mesmo a aposta desta entidade no aumento da capacidade de produção de plantas nativas.
Foram ainda apresentados trabalhos relativos à intervenção para recuperação das turfeiras do Planalto dos Graminhais no âmbito do projecto Laurissilva Sustentável, bem como sobre os benefícios económicos e sociais da conservação deste património único, por exemplo através da promoção do turismo sustentável.
Para Azucena de la Cruz, da SPEA e coordenadora do Centro Ambiental do Priolo, “a realização anual destas jornadas desde 2004 é já um sinal da importância que a população cada vez mais dá ao Priolo e a floresta natural”. Espera-se, de acordo com os organizadores, que nas jornadas dos próximos anos seja possível continuar a dar boas notícias sobre esta espécie e que o Priolo deixe rapidamente de fazer parte das listas mundiais de espécies ameaçadas.
domingo, 11 de abril de 2010
As turfeiras...
Estas áreas extensas e planas que caracterizam os Graminhais situam-se ao longo dos limites dos concelhos do Nordeste e Povoação e assumem grande importância para estes dois concelhos. Não só pela sua beleza única e espécies de aves e plantas que por aqui se podem encontrar (como as narcejas e os diversos tipos de musgão) mas também pela sua importância para a manutenção e regulação do sistema hídrico desta região. A camada de musgo absorve a água das chuvas e, não só, amortece a sua força reduzindo os problemas de erosão, como actua como uma esponja libertado depois essa água de uma forma mais regular...
Infelizmente a sua degradação tem vindo a diminuir estas importantes características. A abertura de valas para drenagem das turfeiras, e mais recentemente a expansão de plantas invasoras como o Gigante destroem a comunidade de espécies que forma este habitat e gradualmente poderá levar ao seu desaparecimento.
Ao longo de 2009 já algumas acções foram executadas e outras estão a ser preparadas para que as turfeiras dos Graminhais venham a recuperar a sua beleza e função.

Controlo de frutificação de Gigante em 2009
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